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ago 29
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29 de Agosto

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.

João 8:32

Há em nós profundezas, forças negativas, pertencentes à antiga natureza herdada, que restringem a vida do Espírito em nós. Essas forças agem em nós e, à medida que a vida nova cresce, manifestam-se como um véu sobre nossa visão e como inimizade contra o que é divino. Levam-nos para as coisas que atrás ficam, tornando-se um terreno em que o inimigo, “mentiroso e homicida” (v. 44), pode agir, atormentar e ferir. Muitos cristãos passam por essa experiência sem nunca saber a causa e sem receber o livramento.

Os judeus se orgulhavam de sua religião e de serem filhos de Abraão, pensando não ser escravos de ninguém. A presença de Jesus, que é a verdade, deixava clara a inutilidade de sua profissão religiosa, puramente exterior, o que provocava a hostilidade deles contra o Cristo. Como recusavam a verdade, sua cegueira aumentava e o seu estado piorava.

Precisamos buscar, verdadeiramente, a libertação de todas as ligações, impressões e hábitos herdados da tradição inútil ou das coisas do mundo. Não se trata aqui de perdão dos pecados ou da justificação pela fé; isso está resolvido. Mas o Espírito Santo revela, no coração, nos hábitos, na maneira de agir dos filhos de Deus, pontos de escravidão até agora escondidos. De repente eles se manifestam. Se não aceitarmos a verdade que liberta, essas cadeias se tornarão mais fortes, os estragos serão maiores e o inimigo ganhará terreno. Na cruz, Deus quebrou todas as ligações e desvendou todas as obras do Diabo na vida dos homens. Ele não só perdoou, mas libertou. E a ressurreição nos proclama livres, libertos.

Paremos de resistir e encaremos nosso estado real. Se confessarmos, receberemos o livramento pela verdade. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” Seremos livres! A seguir, poderemos proclamar a liberdade a outros cativos. E não poderemos fazer isso se não estivermos livres também.