29 de Junho
Porém ele, sacudindo o réptil no fogo, não sofreu mal nenhum.
Atos 28:5
O apóstolo Paulo persevera em sua marcha triunfal no meio da aflição. A despeito das aparências e adversidades, Deus o conduzia para a realização de seu plano, no cumprimento de sua vocação apostólica. Na ilha de Malta, após o naufrágio, Paulo estava sentado perto do fogo, quando uma cobra se prendeu à sua mão. Antes que o animal pudesse fazer-lhe mal, ele o sacudiu no fogo.
Um filho de Deus que anda no caminho do Senhor pode ter essa mesma experiência: uma cobra se prende à sua mão, uma flecha inflamada do maligno o atinge em pleno coração. O que fazer? Basta sacudir a cobra em nome do Senhor e, em espírito, lançá-la ao fogo do inferno, de onde veio. Vamos resistir ao Diabo, e ele fugirá de nós. Não podemos esperar que a cobra injete seu veneno, mas devemos rejeitá-la imediatamente. Precisamos expulsá-la para o seu lugar de origem, e que o sangue de Jesus nos purifique de seu contato.
Essa flecha pode ser uma palavra rude que nos fere. Temos de jogar longe a cobra que queria prender-se a nós, devolvê-la ao fogo de onde veio, para que nosso espírito se liberte. Precisamos pedir a Deus que apague da nossa lembrança as palavras que nos feriram.
O veneno pode ser uma palavra falsa que nos faz duvidar da integridade de um irmão ou irmã na fé. Devemos recusar esse veneno. Precisamos olhar a cobra que se esconde atrás dessa acusação. Devemos jogá-la ao fogo e dizer ao que fala conosco, o “envenenador”, o que ele merece ouvir. Infelizmente, há muitas cobras escondidas nas palavras dos cristãos, as quais se prendem ao espírito dos filhos de Deus. Esse veneno é difícil de discernir, polui a consciência, arruína moralmente e faz a obra do acusador dos irmãos.
Devemos vigiar nossas palavras e desconfiar de rumores que se propagam, lembrando da advertência de Tiago, de que a língua é um fogo que inflama o curso da natureza e é inflamada pelo inferno (3:6).