Date

maio 03

3 de Maio

Mas, ao clarear da madrugada, estava Jesus na praia; todavia,

os discípulos não reconheceram que era ele.

João 21:4

Os discípulos, entregues a si mesmos, tinham saído para pescar. “Vou pescar”, tinha dito Pedro, e os outros o seguiram. Mas eles saíram sem rumo, sem vontade, sem ânimo; não tinham mais nenhum incentivo. Estavam sós e prosseguiam com as próprias forças. Era noite, e a pesca fora inútil.

Esse é o quadro do coração do cristão, a descrição do seu estado. Muitas vezes estamos na noite e saímos confiando em nós mesmos, iludidos com nossa capacidade. E, naturalmente, nada pescamos. Apresentamos desculpas e razões, mas isso não muda a situação: os peixes se afastam ainda mais. Mas, “sendo já manhã, Jesus se apresentou na praia” (RC). O Ressuscitado nos espera, como nos esperava por ocasião do nosso chamado para nos tornarmos pescadores de homens. Muita coisa se passou desde aquele primeiro encontro. Que privilégio temos de estar, assim como os discípulos, aprendendo com ele! E, no entanto, apresentamos a ele redes vazias. Vamos confessar nossa culpa por essa pesca estéril, reconhecendo que foi a falta de comunhão com ele a causa de nossa vida infrutífera. E, então, ouçamos as direções e as ordens que ele nos dá.

Chegou a manhã da ressurreição, Jesus está na praia, lugar onde se reúnem o nosso trabalho terreno e o Criador celeste, lugar de onde observamos, a perder de vista, o mar onde vivem os “peixes” desejados. Que cada um tenha um encontro com o Cristo ressurreto, e, em seguida, com a confiança de que, porque somos filhos, poderemos lançar a rede “à direita do barco” (v. 6).

Precisamos sair, portanto, de nossa “noite”, para entrar na gloriosa permanência da ressurreição. O Senhor nos espera, para dar-nos a visão da pesca e para fundir nosso trabalho material e espiritual em um só — um conduzindo o outro. E assim lançaremos a rede do lado direito do barco. “… Assim fizeram e já não podiam puxar a rede, tão grande era a quantidade de peixes. Aquele discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: É o Senhor!…” (v. 6-7).