Date

jul 04
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4 de Julho

E foi com ele uma tropa de homens cujo coração Deus tocara.

1Samuel 10:26

A vida de Saul não foi o que devia ser. Entretanto, no começo encontramos uma cena que nos alegra: ele estava cercado de homens cujos coração Deus tocara.

O que será que Deus não pode fazer com homens assim? Estando unidos a Deus, estavam unidos entre si, formavam um todo. É bom pensar nessa coisa maravilhosa: Deus, o nosso grande Deus, toca o coração humano — coração acessível a tantos sentimentos contraditórios — e, então, tudo muda.

Quando Deus toca o coração, ele vivifica a consciência e a torna sensível a tudo o que é reto, verdadeiro e leal. E é nesse momento que ele nos dá alguma coisa do espírito, de que fala Hebreus 1:9 e que nos é tão necessário: “Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria como a nenhum dos teus companheiros”.

O caso dos coríntios deve servir como uma instrução para nós. Apesar dos diferentes dons, capacidades e zelo, o coração deles não estava aberto. O apóstolo precisou escrever-lhes e pedir-lhes que abrissem o coração. É o que freqüentemente falta no serviço cristão, tantas vezes duro e incompreensivo para com o mundo e sua angústia, sem lealdade ou renúncia em relação aos irmãos na fé, e desprovido dos sentimentos que encontramos em Jesus Cristo. Um serviço assim pode causar danos, e os esforços aí empregados, do ponto de vista divino, são inúteis.

Será que podemos ser como esses homens cujo coração Deus tocou? Disso resulta um santo relacionamento com o Senhor, o qual beneficiará o mundo perdido. Não é o caminho largo seguido pela maioria, mas Deus pode realizar grandes coisas com essa minoria. E será de fato uma grande bênção ficar livres de nós mesmos, do egoísmo, das hesitações e da frieza.

Precisamos lembrar que o evangelho foi levado à Europa por meio de uma mulher chamada Lídia, cujo coração Deus abrira. Portanto, nosso coração é a avenida por meio da qual Deus realiza suas obras.