Date

maio 05

5 de Maio

Sê vigilante e consolida o resto que estava para morrer, porque não tenho achado íntegras as

tuas obras na presença do meu Deus.

Apocalipse 3:2

Quais são as “coisas que restam” e devem ser confirmadas? A nossa responsabilidade em relação a elas está resumida nestas duas palavras: “Sê vigilante”.

Em primeiro lugar, não é justo destacar a importância de sermos vigilantes em nossa comunhão pessoal com Deus, como o fator mais importante da vida espiritual? Tendo verdadeira comunhão com Deus, todas as coisas são possíveis àquele que crê. Sem essa comunhão, a falência certamente virá. A vida hoje é organizada de tal maneira que tudo parece disputar espaço com nossa relação pessoal com o Senhor. As ocupações ambiciosas e o ritmo acelerado da vida diária concorrem para dominar totalmente nosso tempo e nossos pensamentos. Mas nada, absolutamente nada, deve tomar o lugar que pertence a nosso Pai. Na organização da nossa vida, precisamos reservar o tempo necessário para estar a sós com ele e diante dele. “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto, e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt 6:6).

Muitas vidas transbordam de atividade e movimento, mas não conhecem a comunhão com Deus, esse santuário onde o amor de Deus se derrama em nosso coração e onde nosso amor crescente por ele pode expandir-se e exprimir-se livremente. É isso o que Deus quer de nós em primeiro lugar e é o que devemos dar a ele antes de tudo. Se formos vigilantes, poderemos confirmar nossa comunhão com ele — esse elemento vital e de efeitos permanentes que tantos fatores ameaçam extinguir.

Em segundo lugar, devemos vigiar para que seja mantida a obediência. “… Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar… ” (1Sm 15:22). Um dos efeitos da queda é que o coração natural do homem procura evitar o caminho da simples obediência. O “eu” chega até mesmo a citar a palavra de Deus para justificar sua desobediência e desvios. Mas a obediência conduz ao serviço e também à morte do ego. Que esta rara e preciosa característica da vida espiritual possa ser encontrada em nós!