5 de Setembro
Porque aquele que entrou no descanso de Deus,
também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas.
Hebreus 4:10
Qual é esse repouso de Deus? Em que aspecto o cristão entra nesse repouso? O fim do capítulo nos diz, descrevendo a ação da palavra de Deus no íntimo do cristão. A Palavra atinge o centro da vida pessoal, do ego e seus recursos mais secretos, pondo às claras as impressões recebidas do mundo, as impurezas da carne e as obras do Diabo, ou seja, todo o passado que ainda existe no presente porque não foi reconhecido e confessado a Deus. E o que Deus quer dar aos seus filhos é o repouso quanto a esta vida do ego.
Por que é que existe agitação e instabilidade na vida do cristão? É porque o “eu” está livre para inspirar seus pensamentos e atos. De onde vêm as divisões, as críticas e as intrigas? Da vida do “eu”, que age sob aparência espiritual. Quem inspira os pensamentos orgulhosos, a boa opinião de si mesmo, procurando diminuir os outros? É o “eu” posto às claras, que não foi realmente condenado. Enquanto ele agir livremente, o cristão não poderá conhecer o repouso de Deus.
Muitas situações lamentáveis não existiriam, se a palavra de nosso Sumo Sacerdote tivesse espaço livre no fundo do nosso coração. Poderia realizar uma grande purificação. Continuamos a viver a vida do Egito e do deserto, em pleno país da promessa, neutralizando e entristecendo o Espírito Santo, a ponto de impedi-lo de agir e de se manifestar, livrando nossa vida.
Qual o remédio para isso? Temos de aceitar essa revelação de nosso “eu”, por mais humilhante que seja.
Precisamos deixar a Palavra agir profundamente no coração e na consciência: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração” (v. 12). Em seguida, devemos apresentar nossa vida ao nosso Sumo Sacerdote, no qual há misericórdia e graça para todas as necessidades. Somente então compreenderemos a infinita felicidade desta palavra: “aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras”.