6 de Junho
Lembra-te da promessa que fizeste ao teu servo, na qual me tens feito esperar.
Salmos 119:49
A esperança, segundo a Bíblia, nada tem de comum com o otimismo, desejo do coração de ver tudo belo, e que, como o próprio coração humano, pode ser “enganoso, mais do que todas as coisas” (Jr 17:9). A esperança é de origem divina e se assemelha a uma semente colocada no coração daquele que nasce de novo.
Por pequena que seja a princípio, a esperança é uma semente de vida, um grão divino que não perecerá. Necessita, porém, dos cuidados e da paciência infinita do divino lavrador. Além disso, deve ser submetida ao calor e ao frio, de dia e à noite, sob sol e tempestade, para atingir a maturidade. Sem o ministério sofrido do vento, da tempestade e da noite, ela não pode criar raízes profundas e crescer.
Pode-se dizer que a esperança é a fé em plena atividade. Nasceu para vencer e cresceu para ser coroada. Não pode viver senão em um solo de dificuldades, aflições e oposição. O vento mais forte fortifica as suas raízes, as trevas mais profundas a fazem espalhar claridade mais pura. Sua luz brilha cada vez mais até o dia perfeito. A esperança triunfa nos dias em que tudo nos leva ao desespero. Deus a criou para isso, assim como no passado colocou lua e estrelas no céu para reger a noite.
Se a esperança nasce e cresce em uma vida que recebe Jesus Cristo e aprende a obedecê-lo, segui-lo e servi-lo, seu ponto de chegada será a glória do céu. Nas tribulações o otimismo se dissolve, mas a esperança se desenvolve. Alegrando-se, ela cresce juntamente com a paciência, que produz a perseverança. Essas três virtudes fazem do cristão um vencedor, cuja âncora foi lançada para dentro do véu. Tudo isso é apenas teoria para nós, ou é a experiência do coração, vivida com Deus no santuário, onde nem amigos, nem parentes podem entrar? “E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5:5, RC).