7 de Agosto
Até que entrei no santuário de Deus…
Salmos 73:17
O salmista conta sua experiência, que é a de muitos cristãos, diante do aparente triunfo dos maus, do ilusório sucesso daqueles que negociam com o bem e com o mal, que parecem vencer, no caminho em que a justiça e a retidão são sacrificadas em favor da injustiça e da deslealdade.
No começo, o salmista diz que seus pés quase que se desviaram e pouco faltou para que escorregassem os seus passos. Mas sua entrada no santuário deu-lhe firmeza e discernimento.
Será que nossos pés estão prestes a se desviar? Será que vamos nos escandalizar diante do sucesso passageiro do mal no mundo e na falsa igreja? Precisamos aprender que, nos tempos de confusão e ilusões, precisamos entrar e viver “no santuário de Deus”, para não sermos perturbados, desorientados, afundados. Nesse lugar cessa para o cristão toda incompreensão e tudo muda, porque seu ponto de vista e sua atitude mental se tornam os do santuário. Porque aquele que conhece o fim desde o começo comunica a seus filhos sua visão, sabedoria e conhecimento daquilo que é apenas ilusório e aparente.
A luz do santuário é a da eternidade. O cristão que se deixa iluminar por ela recebe o sentido divino dos valores, vê além da superfície e do que é transitório. Então entraremos no santuário, e ali encontraremos nosso sumo sacerdote. Se escutarmos o que ele diz, logo a calma descerá ao nosso espírito, o véu será tirado de nossos olhos, a paz divina tomará conta de nosso coração. Receberemos a compreensão do alto e o discernimento dos acontecimentos e fatos aqui da terra. Veremos que o triunfo dos maus é apenas aparente.
No lugar santo de sua presença, no interior do véu, receberemos a visão e o julgamento espiritual que pertencem ao próprio Deus. Lá se encontra a sabedoria do alto, o conhecimento das realidades eternas e espirituais. Não devemos ficar impressionados por aquilo que está diante dos olhos, mas procurar ver as coisas e as pessoas como Deus as vê.