8 de Agosto
… e, de medo, nada disseram a ninguém.
Marcos 16:8
Podemos compreender que essas mulheres, surpreendidas, admiradas e profundamente impressionadas com o fato supremo a que acabavam de assistir, nada tivessem dito a ninguém.
Mas que fazemos nós da ressurreição do Salvador? Não dizemos nada a ninguém? Conhecemos a salvação, temos como Salvador o divino Ressuscitado. Mas será que já aprendemos a dar testemunho aos nossos semelhantes daquilo que precede a ressurreição: a morte expiatória de Jesus Cristo, que assegura a remissão dos pecados e a paz com Deus?
É verdade que há pessoas que nada dizem, com razão, porque sua vida demonstraria contradição com suas palavras. Seu cristianismo não é senão uma forma de piedade que nega a realidade da salvação e neutraliza seu poder. Se tais “cristãos” falarem, farão mais mal do que bem. Mas há outros que procuram viver de acordo com sua fé, com a profissão exterior de suas convicções e, mesmo assim, “nada dizem a ninguém!”
Que significa esse silêncio tão indesculpável para com Deus, tão egoísta para com os semelhantes? Por que guardamos para nós esse tesouro, essa propriedade, essa notícia tão consoladora? Aquelas mulheres estavam cheias de temor diante do fato sobrenatural da ressurreição, mas e quanto a nós? Será que temos medo das reações naturais de nossos semelhantes? Estamos amordaçados pelo temor do “que dirão os outros”? O Senhor disse: “A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; isto é, a palavra da fé, que pregamos. Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação” (Rm 10:8-10).
Mas há ainda outra razão para não nos calarmos: a mensagem da ressurreição é justamente aquela de que o mundo precisa hoje. É por um Salvador assim que o coração humano suspira. E não diremos isso a ninguém? Precisamos ser “testemunhas da sua ressurreição” (At 1:22) para que muitas almas sejam salvas por nosso intermédio!