Date

set 08

8 de Setembro

Então, elas, segundo o rumo que ele dá, se espalham para uma e outra direção,

para fazerem tudo o que lhes ordena sobre a redondeza da terra.

Jó 37:12

Esse magnífico capítulo do livro de Jó fala de alguns elementos do mundo físico que Deus criou e que estão inteiramente à disposição de sua vontade. Esse versículo especificamente fala das nuvens.

As nuvens da provação podem envolver-nos com escuridão. Não vemos claramente e nos arriscamos a perder o sentido de orientação, podendo afastar-nos demais e virar presa do inimigo. Mas os filhos de Deus sabem que até as nuvens têm um ministério. Podem momentaneamente esconder de nós a face de Deus; mas, se estivermos em sua vontade, nunca as nuvens se rasgarão sob o peso das águas que contêm. “Prende as águas em densas nuvens, e as nuvens não se rasgam debaixo delas. Encobre a face do seu trono e sobre ele estende a sua nuvem” (Jó 26:8-9).

Essa nuvem, cuja evolução depende dos desígnios de Deus, realiza seu plano para nossa vida. As nuvens são de uma variedade infinita, mudando incessantemente de forma. Mas o cristão que vê pesadas nuvens ameaçar seu caminho sabe que todas as coisas concorrem para seu bem, porque ama a Deus e foi chamado por seu plano. Assim como as nuvens realçam os desenhos das montanhas, seus penhascos e fendas, o Senhor também revela, pela disciplina da prova, seu plano para nossa vida. As evoluções das nuvens não se devem ao acaso, mas aos projetos de Deus, que as emprega para realizar sua boa vontade. Assim como a nuvem é transformada quando a luz do sol a ilumina, também aquilo que não compreendemos pode ser subitamente iluminado, quando a vontade de Deus nos é revelada.

Se resistirmos a Deus, a nuvem será como uma vara com que ele fere a terra. Mas se obedecermos, será “para exercer a sua misericórdia” (v. 13).

E que assim, “… confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo” (1Pe 1:7).