Date

jul 09
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9 de Julho

… Não contendais pelo caminho.

Gênesis 45:24

José acabava de se dar a conhecer aos irmãos em circunstâncias muito especiais, narradas nesse capítulo. Eles haviam recebido sua bênção e visto toda a sua “glória no Egito” (v. 13). Tendo recebido seu perdão e enriquecidos com seus presentes, pretendiam buscar o velho pai para trazê-lo a José. E tinham tudo o que era necessário para a viagem: carros e abundantes provisões. Mas José conhecia os irmãos, sabia do que haviam sido capazes e de sua culpa no ato traidor e desleal para com ele.

Lá vão eles, acalmados na consciência e carregados de bens. Mas, no momento de saírem, soa aos seus ouvidos a seguinte recomendação de José: “Não contendais pelo caminho”.

Isso está descrito para nossa instrução, a nós, que recebemos o perdão de Deus, a libertação dos pecados. O Senhor nos falou de sua glória futura, de sua manifestação como Rei dos reis, que porá fim à fome e angústia do mundo. Mas ele também nos conhece e sabe do que somos capazes. Enquanto esperamos sua volta, ele nos diz, segundo as palavras do apóstolo Paulo aos Tessalonicenses: “… Vivei em paz uns com os outros” (1Ts 5:13). A verdadeira unidade espiritual pode ser destruída muito depressa, seja por um pensamento indevido, uma palavra inútil, desleal ou carnal, seja por uma maledicência a respeito de um irmão ou irmã. Isso talvez tenha ocorrido no passado e pensamos que a coisa ficou esquecida. Mas Deus não a esqueceu. “Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta” (Mt 5:23-24).

Que a realidade de nossa vocação celeste em Jesus Cristo domine nossa vida. Precisamos viver como homens e mulheres que não somente possuem o perdão de Deus e são revestidos pelas riquezas de sua graça, mas como aqueles que, ao mesmo tempo, se preparam para ser glorificados com ele. “Não contendais pelo caminho.” Devemos entender que, por natureza, não somos melhores que os irmãos de José. Mas possuímos muito mais que eles. Por isso devemos viver estas palavras: “Vivei em paz uns com os outros”.